terça-feira, 17 de abril de 2012

São Paulo troca gols pelo chão por bola parada


O São Paulo não faz um gol em cobrança direta de falta desde o centésimo de Rogério Ceni, em março do ano passado. Mas isso não quer dizer que a equipe não tem sido produtiva quando o assunto é bola parada. Pelo contrário. Nas últimas sete partidas, o Tricolor se tornou até dependente de faltas, escanteios e pênaltis para vazar a defesa adversária.
Nesse período, o time fez 18 gols, sendo que 11 deles foram em lances desse tipo. Comparando com os sete jogos anteriores, a diferença é gigantesca, já que apenas dois, dos 17, surgiram em jogadas de bola parada.
Na última rodada, por exemplo, o Tricolor marcou em cobrança de escanteio, graças ao entrosamento da dupla Jadson e Rhodolfo. Mas não foi suficiente para vencer o Linense, garantir a liderança do Paulistão Chevrolet e bater o recorde de vitórias consecutivas da história do clube.
Na hora de criar as jogadas pelo chão, o time apresentou dificuldades. Lucas, Luis Fabiano e Jadson, apesar da assistência, não estiveram em tarde muito inspirada. Dos sete gols feitos de bola rolando, um foi contra e três em chutes de longa distância. Tabelas ou lances dentro da área rival resultaram em gol apenas na três vezes: Lucas (contra o Santos), Maicon e Osvaldo (ambos diante do Bahia de Feira).
Uma das justificativas para essa mudança de postura pode ser o treinamento. Jadson, por exemplo, demorou a se adaptar e agora mostra uma pontaria muito mais calibrada e tem sido decisivo nos cruzamentos.
Além da bola aérea, os gols de pênaltis contribuem para a estatística. E os jogadores passaram a treinar durante a semana. Quando Luis Fabiano e Jadson erraram contra Cruzeiro e Corinthians, respectivamente, eles quase não praticavam no CT. Mesmo com Willian José desperdiçando diante do Mirassol, o aproveitamento melhorou bastante.
Como o levantamento mostra, o São Paulo passou parte do campeonato marcando gols de uma forma, e depois mudou radicalmente. Agora, com a chegada dos mata-matas, nada melhor do que unir as duas formas para não correr risco de vacilar, assim como foi diante do Linense. Até porque, não haverá segunda chance. Perdeu, está fora.


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