O advogado Antonio Curiati
Filho, que representa o vereador Aurélio Miguel (PR-SP), confirmou hoje
que entrará com duas ações na Justiça Estadual nesta segunda-feira (9)
contra o prefeito Gilberto Kassab (e a Prefeitura): a primeira ação
denuncia a ilegalidade na emissão de títulos municipais no valor de
R$420 milhões para ajudar a construção da arena Corinthians, em
Itaquera. O Itaquerão deve abrir a Copa do Mundo no Brasil, em junho de
2014. .
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A segunda ação questiona a cessão do terreno onde está sendo construído o
estádio. Uma terceira ação na Justiça Federal questionará o sigilo
bancário defendido pelo Banco do Brasil para conter a liberação de
documentos e informações ao Ministério Público. O BB tem prazo até
quinta-feira para revelar detalhes da intermediação do financiamento
pedido pela construtora Odebrecht, controladora do projeto.
“A Prefeitura não poderia emitir títulos especificamente para beneficiar
o Corinthians nem a Odebrecht”, explicou o advogado de Aurélio Miguel.
Segundo Curiati Filho, a lei 15.413 que regulamenta o fundo fere o
princípio da “impessoalidade da lei”. “Não se pode criar uma lei para
beneficiar uma minoria e injetar dinheiro público nesses projetos, por
meio de isenção tributária.
Os títulos da Prefeitura isentam o portador do pagamento de ISS e IPTU na cidade de São Paulo.
O advogado de Aurélio Miguel já foi derrotado na Justiça esta semana por
uma sentença que não analisou o mérito da cessão do terreno nem da
concessão de incentivos fiscais para a obra.
“E não adianta dizer que esses R$ 420 milhões gerados pelos CIDs vão
trazer melhorias para a Zona Leste. Os títulos já fazem parte de um
fundo imobiliário privado, controlado pela Odebrecht, que será dono de
um estádio privado”.
Sobre a contestada cessão do terreno, o vereador e seu advogado voltam a
1983 para explicar suposta ilegalidade no ato municipal.
“Primeiro, essa lei dava o prazo de 4 anos para que o estádio fosse
construído”, diz o advogado .” Isso não aconteceu e a revogação da
cessão tem caráter automático. Segundo, nenhum órgão de governo pode
(desde 1997) ceder áreas públicas sem abrir uma licitação apropriada”.
Pela cessão irregular, uma Comissão Parlamentar de Inquérito investigou o
processo em 2001 e o relatório final deu origem à primeira ação pública
da série Itaquerão.
“Nós já avisamos o BNDES sobre a ilegalidade do processo todo e não
acredito que o financiamento seja feito à revelia da lei”, prevê
Curiati.
Fonte:http://spfc.terra.com.br/forum2.asp?nID=101918
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