O que era problema virou solução. No início da temporada, o São Paulo sofreu com gols provenientes de jogadas de bola aérea. No entanto, o time se acertou atrás e, ironia do destino, passou a fazer do tipo de jogada uma solução ofensiva. Oito dos 51 tentos marcados nesta temporada foram marcados de cabeça. O destaque é Rhodolfo. O zagueiro anotou nada menos do que cinco desses gols.
Desde os 2 a 1 diante da Portuguesa, no dia 11 de fevereiro, válido pela 13ª rodada do Campeonato Paulista, quando Ricardo de Jesus acertou a cabeça para marcar o da Lusa, o São Paulo não foi mais vazado dessa forma.
Por outro lado, o Tricolor marcou seis vezes dessa forma, desde então. Rhodolfo fez quatro, Cícero fez um e Casemiro outro. Com a cuca afiada, o zagueiro destaca a boa fase do companheiro Jadson para explicar a quantidade de bolas nas redes.– Estou em uma fase boa e preciso agradecer ao Jadson. Conversamos bastante nos jogos e nos treinos. Eu falo onde eu gosto de me posicionar e ele manda lá. Estamos treinando muito. Já fiz nove gols no São Paulo, e todos de cabeça. É o nosso ponto forte, e estamos evoluindo a cada jogo – explicou Rhodolfo.
O zagueiro elogiou de um lado, o meia completou de outro. Segundo o camisa 10, não é difícil encontrar o companheiro dentro da área.
– Está dando certo. Já foram quatro assistências para ele. Ele é um grande cabeceador. É só olhar para ele, grandão dentro da área e mandar na cabeça que é meio gol.
A dupla funcionou na última partida do São Paulo. Na vitória por 5 a 2 diante do Bahia de Feira, pela segunda fase da Copa do Brasil, o zagueiro marcou o primeiro da vitória após cruzamento de Jadson. Contra o Ituano, Rhodolfo fez dois de cabeça e igualou o placar, que estava 2 a 0. No fim, o São Paulo venceu por 4 a 2.
– Estou combinando com ele. Está dando certo. Estamos ajudando a equipe nas bolas paradas. Vamos continuar trabalhando para aperfeiçoar – completou Jadson.
A dupla se conheceu no Atlético-PR. Jadson ficou no Furacão entre 2001 e 05, enquanto Rhodolfo jogou por lá entre 2003 e 10. O tempo curto não foi impedimento. O zagueiro já acompanhava o trabalho do companheiro.
– Eu o via treinando no Atlético-PR. Eu estava na base e via ele jogando no profissional. Conheço muito bem ele. Ele tem muita qualidade, bate bem na bola – disse Rhodolfo.

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